terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Estreitamento do canal lacrimal e cólicas!








Mãe desesperada!!
 Depois de alguns dias turbulentos, volto hoje para relatar o que vivemos esses dias. E vou logo adiantando: a experiência não foi nada boa! Depois de achar e do médico me garantir que Kamille estava curada da bactéria no olho, sábado passado (dia 8) o olhinho dela voltou a remelar, dessa vez mais intenso e amarelado. Eu limpava e em menos de 5 minutos lá estava a massa amarelada de novo, incomodando-a. Fiquei receosa de voltar a usar o colírio sem a autorização do médico. Resolvi esperar até a segunda (dia 10) para levá-la, novamente, ao consultório dele.
No domingo, tudo normal tirando o fato da remela continuar lá, mas fomos lavando com soro e tendo paciência para esperar a segunda chegar. Umas 11h da manhã dei banho em Kamille, ela mamou, arrotou e adormeceu feito criança. Aproveitei para tomar um banho e tomar café e almoçar (hehehe). Por volta das 14h30min Kamille acorda aos berros. Primeiro imaginei que tivesse sido algum bicho que tivesse entrado no bercinho dela e a tivesse picado, mas logo descobri que eram cólicas que a deixavam assim. Até que dei a Dimeticona e nada dela parar de chorar... resolvi apelar para a funchicórea,,, nada! Massagens... nada! Compressas mornas na barriga... nada! Chiado no ouvido, balançado, umbigo no umbigo, paracetamol e NADA! Juro que já estava estressada... Se fosse uns chorinhos até vai, vai era um chorão, berrando, gritando mesmo (tanto que até hoje ela tá um pouco rouca de tanto que gritou!)... tadinha da minha filha, só ela sabia a dor que estava passando. Depois de muito chorar, ela adormeceu em meus braços, foi quando eu caí aos prantos... chorei muito, precisava colocar "aquele meu grito" pra fora. 
Quando pensei que tudo estava resolvido, lá vem o chororô novamente. Isso já eram 19h, então eu e meu marido já não estávamos mais aguentando e resolvemos levá-la ao hospital, pois estávamos com medo que fosse outro tipo de dor que nós não estámos conseguindo identificar. Corremos para a Clipsi - Hospital Referência na Saúde da Criança. Referência em que mesmo? Pois nem pediatra tinha de plantão e a direção ainda tem o orgulho de falar em referência. Outras crianças lá também, esperando para serem atendidas por um clínico geral que ninguém sabia que horas chegaria. Resolvemos não esperar... Alan então ligou para a pediatra de Kamille que nos orientou levá-la para a Unidade da Criança do HU. Ficamos meio assim, pois Kamille tem plano de saúde e bem sabemos que esse hospital do SUS deixa muito a desejar. Como Kamille não parava o berreiro, resolvemos seguir a orientação dela.
Assim que chegamos lá, logo fizemos a fichinha. Só tinham 4 crianças na vez e aguardamos. O local não é dos melhores: bancos de espera velhos e quebrados e que mais quebravam nossa coluna, local sujo, paredes mais ainda... e o banheiro então? tinha côcô até no chão. Meu Deus, era um caos. Não sei o que era pior... o local ou ver Kamille se esguelando de chorar. A segunda opção, claro! Por isso continuamos ali.
Finalmente chegou a vez de Kamille. Quando eu disse à médica que ela tava com cólicas ela logo me repreendeu: "Mas mãe, trazer sua filhinha aqui só por causa disso?" Então comecei a explicá-la que eu estava pensando se seria alguma outra dor e eu não estava sabendo identificar. Ela logo percebeu minha inexperiência e me acalmou, conversou tanto comigo, que mais parecia uma psicóloga e não pediatra. Me disse que essas crises aconteceriam mais vezes e que eu precisaria estar preparada, que meu estresse afetava o leite materno e consequentemente afetava Kamille, que ela (Kamille) sentia tudo o que eu sentia e acabava se estressando também. Me recomendou conversar com Kamille (só eu e ela) num lugar tranquilo, com música no fundo e a acalentasse. A consulta mas parecia uma conversa, me sentia bem... finalmente alguma coisa naquele local valera a pena: a pediatra! Por fim, ela receitou a mesma coisa que eu já tava dando: paracetamol e dimeticona.
Ao voltarmos para casa, Kamille já estava quietinha, mas foi só passar da porta de entrada que o berreiro começou novamente. Dei as 3 gotinhas de dimeticona e fiz como a Dra. sugeriu: fui para o quartinho dela, acendo o abaju, coloquei música instrumental e ficamos conversando. Ela com a barriguinha colada na minha, logo foi adormecendo... e como por um milagre, ela dormiu a noite toda (só que na minha cama) acordando só para mamar. Ontem ela se comportou super bem... dormiu a manhã quase toda comigo e à tarde fomos fazer o teste da orelhinha (que deu tudo normal, graças à Deus) e fomos no oftalmologista.


No oftalmologista, ao examinar o olhinho dela mais a fundo, o médico disse que realmente não tinha mais bactéria para estar causando a tal remela, então ele detectou que Kamille tem um estreitamento do canal lacrimal, por isso o surgimento da remela... só no olho esquerdo. Ele receitou uma pomada para colocar na ponta do dedo indicador e dar massagem (com força!) no olho dela, onde fica o canal lacrimal. Segundo ele, essa massagem atua como uma fisioterapia para alargar esse canal. Agora estamos nessa penitência (pois dá uma dó ter que fazer essa massagem) por 15 dias e depois voltar lá para ele ver como está.

E é isso... tomara Deus que seja só isso. E que logo minha pequena volte a gozar de plena saúde!


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Eu e Kamille vamos adorar seu recadinho!!