sexta-feira, 15 de março de 2013

E chegou a sexta-feira!

Essa semana foi bem punk, sabe? Parece que todo o progresso que tivemos nessas semanas de adaptação na escolinha veio de água abaixo. Essa semana Kamille mostrou-se mais agressiva e irritada do que o normal. Em casa, só quer braço, braço e braço. E detalhe: só o meu braço. Agora, pra quê? E quem sabe? Ela choraminga, pede meu braço, eu dou e continua choramingando. E ai se eu não der. Ela berra, grita, joga as coisas no chão.

Na segunda ainda tentei o cantinho da disciplina, que chamamos de "repouso", pois é como as tias chamam lá na escola. Há um cantinho entre a parede e o guarda-roupa dela, então elegi como o "cantinho do repouso". Ela me pediu biscoito, coloquei num pratinho e ela simplesmente tacou o prato na parece. Foi biscoito pra todo lado. Calmamente perguntei a ela se poderia fazer isso e aos berros ela me disse que SIIIM. Pedi que apanhasse os biscoitos e ela prontamente disse que não apanharia. Peguei-a e coloquei-a no "cantinho do repouso". Ela começou a chorar, mas eu disse que só sairia se me pedisse desculpas. Ela pediu, mas não quis apanhar os biscoitos do chão. Então eu disse que só sairia se apanhasse. Depois de berrar mais um bocado, e sem eu falar nada, ela me abraçou, pediu desculpas e foi apanhar os biscoitos.

Na mesma manhã da segunda-feira, meu celular tocou e ela com raiva porque não a deixei atender, ela simplesmente tacou meu celular no chão. Foi pedaço pra todo lado. Resolvi não colocá-la novamente no "cantinho do repouso", senão, com o tempo, não teria mais sentido. Pedi que apanhasse e la disse que não. E pediu braço. Não dei e ela ficou berrando e eu a ignorando. Depois de muito chorar ela foi apanhar e montar meu celular e me trouxe, pedindo desculpas.

Na escola, que antes ficava sem chorar, apesar de eu sair sempre às escondidas, agora nem me soltar quer. Tem sido necessário uma das professoras a pegarem "à força" e a entreterem. Saio da sala com ela chorando, mas fico sempre na espreita até ela se acalmar. Ontem, a coordenadora e a diretora vieram falar comigo, saber o que estava se passando com Kamille, que, até então, tava numa boa adaptação. Expliquei que também não sabia o motivo e que ela estava MUITO apegada a mim. Que em casa só quer meu braço e o de mais ninguém. Combinamos de observar melhor o comportamento e saber se o problema é externo ou interno. Ahhh, e ela, que antes adorava ir para a escola (contanto que eu não saísse de lá), agora já não quer mais ir e diz que a escola é ruim. Perguntei a professora se algo de anormal tinha acontecido, se Kamille havia feito algo errado e tinha levado alguma reclamação, mas, segundo elas, tudo normal e que Kamille era um amor de criança. Será?!

Bem, hoje é sexta, deixei-a chorando nos braços da tia Bárbara e não fiquei pra ver se ela se acalmava. Vim logo embora, pois sempre saio com o coração partido. Já basta ontem que chorei na frente de pais, professores e coordenação. Vamos ver como ela se comporta esse final de semana, que ficará o tempo todo em casa e observar como será a volta, na segunda. Assim que tiver mais notícias, posto aqui!


Ah, ontem, 14 de Março, foi dia da Poesia e do Circo. Eles fizeram atividades extra-classe e quando fui pegar Kamille ela tava super feliz, me contando que tinha feito massinha vermelha e que tinha colocado a mãozinha na tinta. Hoje vou pegar as fotos com a tia. É isso que me motiva deixá-la na escola. :)  

quarta-feira, 6 de março de 2013

E a virose passou por aqui...


Exatamente há 8 dias (dia 27 de fevereiro), a esta hora, eu estava no hospital com Kamille. Havíamos passado a madrugada em claro, com ela vomitando e febril. Pela manhã teve diarreia, fazendo côcô/xixi 2 vezes. Quando Alan chegou na hora do almoço, resolvemos levá-la ao PS, pois estávamos achando que se tratasse de uma crise de garganta.

Desde outubro do ano passado que Kamille está sem plano, então recorremos ao SUS. Final do ano passado foi inaugurado aqui em CG um hospital unicamente direcionado para crianças, o Hospital Bezerra de Carvalho, que funciona onde era a antiga maternidade Mater-Dei.

Fomos direto para lá e eu já imaginava que passaria horas aguardando ser atendida e rezando para que houvesse médica de plantão. Imaginei isso porque todas as vezes que recorri ao SUS foi traumatizante, mas por sorte ou por mudança de gestão (sei lá!) assim que colocamos o pé dentro do hospital, fomos direcionadas a uma sala chamada de "Acolhimento". Lá pesaram e mediram a temperatura de Kamille. Estava apenas febril. Relatei todos os sintomas. A moça fez a ficha dela e me encaminhou para a recepção. Lá, assinei a ficha e a recepcionista pediu que eu aguardasse minha vez. Mal sentei e chamaram o nome de Kamille.

Entramos no consultório e relatei todos os sintomas e ocorridos à médica, que examinou prontamente Kamillle. Eu falei da minha suspeita de ser uma crise de garganta, pois quando tossia Kamille reclamava da garganta estar doendo. A médica, Drª Zeneide, me disse que a garganta estava doendo pois estava arranhada de tanto ela vomitar, mas que os sintomas se encaixava em uma virose. Quando estávamos conversando, Kamille soltou um jato de vômito que alcançou uma parte da mesa da médica. Vomitou ainda todo o chão e logo começou a chorar. E lá e foi as migalhas que consegui fazer com que ela comesse no almoço.

A médica percebeu que ela estava debilitada e resolveu colocá-la no soro. Falei com Alan na recepção, que não pode entrar para acompanhar tudo e já tava apreensivo lá fora. Eu disse que ele poderia ir trabalhar, que logo estaríamos liberadas e que eu ligaria para que viesse nos buscar. E lá fomos nós para a sessão tortura... Tadinha da minha pequenininha, mais uma vez sendo furada. Sorte que a enfermeira achou a veia na primeira tentativa e logo colocou a pala no bracinho da minha pequena, que chorou um bocado, pedindo que tirasse. Ela ainda ficou mentindo, dizendo que o braço tava doendo, só para que tirássemos a agulha. Quando eu expliquei a ela que se tirasse de um braço, teria que colocar no outro e ia ter que ser furada, de novo. Com medo, ela disse que não tava doendo e que não queria tirar. Mas vez ou outra choramingava e pedia pra tirar.

Tomou algumas injeções, no soro, para vômito e estômago. Nada pra febre, uma vez que esta não deu o ar da graça. Quando estava no segundo soro, e eu aguardando sermos liberadas, Kamille vomitou novamente. Lá veio outra injeção no soro e ela adormeceu. Dormiu alguns cochilos, meio grog dos medicamentos. Ao acordar percebi que seu rosto, e principalmente olhos, estava inchados. Chamei a enfermeira e ela logo chamou a pediatra, que examinou e disse que era porque Kamille tinha tomado muito soro: já era o quarto com o que estava no braço. E disse que ia mandar tirar o escalpe e que a medida em que Kamille fizesse xixi o rostinho voltaria ao normal. Kamille ficou bem aliviada e feliz, mas para termos alta era preciso que ela fizesse o xixi para o rosto desinchar. Fez, mas fez pouquinho, quase nada. A médica pediu que esperássemos para que ela fizesse mais uma vez. E demorou 10, 20, 30, 40 minutos. O que era bem estranho devido a quantidade de choro que ela havia tomado. Kamille foi ficando impaciente e eu mais ainda. E o pior: o celular não pegava dentro da enfermaria. Alan já estava louco lá fora. A gente ainda conseguia se comunicar por sms, mas ela achava que estava acontecendo algo mais sério e eu não queria dizer.

Depois de tirar a fralda e fazer massagem na barriga, Kamille fez xixi. MUUUUUUITO xixi. E quando achei que seríamos liberadas, veio a febre: 38,2ºC. E como Kamille estava sem o soro, o jeito foi aplicar a dipirona no bumbum. Mais um sofrimento, Jesus! Para minha surpresa, ela chorou pouco. E olha que Dipirona dói, viu? Mas logo ela calou. Tivemos que aguardar mais uns 40min para aferir a temperatura novamente... e deu 37,2ºC. Então às 19h10min a médica nos liberou receitando apenas soro caseiro e dipirona caso houvesse febre. E se ela vomitasse muito, eu deveria retornar ao hospital. Muito prestativa, a médica, gostei!

Gostei do atendimento, do hospital, das enfermeiras... nem parecia SUS. Não fez inveja de quem tem plano de saúde. Voltamos para casa exaustas e Kamille ainda vomitou uma vez durante a madrugada. Coisa pouco, mais uma gofada. E a coisa mais linda foi Alan com ela no colo pedindo pra que ela vomitasse e ela dizendo: "Não painha, vai melar seu baço (braço)!". E Alan respondeu: "Tem nada não, minha filha, pode vomitar!". E quando vomitou/melou ela disse: "Tá vendo, painha? Melou cêcê (você)!". Morri de amor em plena madrugada!!

Ela não foi à aula nem na quinta, nem na sexta. Deixei ela de molho em casa. E como na quinta houve reunião entre pais e mestres, eu justifiquei as faltas dela. Hoje ela está bem, mas o abuso ficou. Tá bem abusadinha. Só querendo colo. Mas sei que 80% é manha.


Mesmo com a mão no soro, fazendo presepadas!

Minha pequena, mamãe te ama taaanto!!

No soninho dos justos. Jesus abençoe esse sono.


Tem um vídeo lindo que fiz no hospital, mas que ainda não passei pro pc. assim que passar, posto aqui!!