quarta-feira, 7 de março de 2012

Primeira crise de Otite e Amigdalite.

Após noites sem dormir, eis-me aqui, um zumbi, para contar o que tem acontecido nesses últimos dias. E infelizmente venho para acrescentar mais um post ao marcador "Doença".

Eram quase 4h da manhã do domingo quando acordo e sinto Kamille mais quente do ue o normal. Peço o termômetro ao marido, que prontamente pega e coloco debaixo do braço na minha pequena. Estava com febre: 38,2ºC. Mediquei com Maxalgina (dipirona) e logo a febre foi amenizando. Ficamos - eu e Alan - de prontidão, medindo a temperatura quase que de 5 em 5 minutos. Quando a febre chou aos 37,2ºC demos uma cochilada, mas infelimente acordamos com mais febre. Sem poder medicar novamente, partimos para a compressa. Minha pequenina já estava molinha, abusadinha. A febre foi amenizando. E assim passamos todo o domingo: em casa, tentando controlar a febre, que insistia em voltar.

Passamos mais uma noite em claro e a segunda-feira não foi diferente. Na hora do almoço, assim que Alan chega do trabalho, resolvemos levar Kamille ao médico. Fomos para a Clipsi. Lá, havia uma fila quilométrica (e isso porque era convênio) e a única coisa que poderia fazer com que ela passasse na frente era que se constatasse febre. Tudo bem, era justamente o que ela tinha. A enfermeira colocou o termômetro debaixo do braço dela, mas a temperatura deu apenas (graças à Deus) 37,7ºC, o que é considerado apenas estado febril. Se ficássemos lá, só seríamos atendidos por voltas de 3 ou 4hs da tarde.

Foi então que Alan resolveu ligar para a FAP pra saber se lá havia pediatra de plantão. Segundo a atendente, tinha sim, mas que havia umas 4 crianças na frente. Fomos para lá. Ao chegar lá o recepcionista nos falou que não havia mais pediatra, pois havia acabado o plantão da de manhã e que teríamos que esperar a da tarde que chegaria por volta das 14 ou 15hs (nem ele sabia a hora). Ficamos indignados, pois a atendente havia falado que tinha médico, só por isso fomos para lá. Ah, e o pior: não havia distinção entre SUS e convênio. Não é querendo ser melhor do que ninguém, mas se me esforço para pagar um plano pra minha filha, quero ao menos alguma prioridade. O recepcionista disse que só entregaria as fichas de 1h da tarde e que não havia diferença entre SUS e convênio. Que era uma médica só que atendia, na mesma sala.

Até que Alan resolveu ligar para Dra. Dianne, pediatra de Kamille e ela nos aconselhou a ir para casa. Perguntou Kamille sentia dor, coriza, diarreia ou qualquer outro sintoma. Respondi que não. Então ela disse que continuássemos a controlar a febre, mas que se não passasse, na terça levasse Kamille ao consultório para examiná-la e requisitar alguns exames. E assim fizemos, viemos para casa. E por incrível que pareça, Kamille melhorou consideravelmente. Durante toda a tarde brincou, assistiu a Pópó, fez bagunça na sala (essa é minha menina!). À noite, por ser o início das aulas do papai na vida universitária, fomos para a casa de vovó Maria. Tia Adriana passou por lá e levou uma sopinha de carne deliciosa, mas que Kamille apenas bicou, tomando umas 5 colherinhas. Brincou com Felipe e fez mugangas pela casa. Quando foram embora, começou a ficar abusadinha, sempre chamando por "ipe" (Felipe).


A partir daí começou o martírio, chorou muito e eu achando que fosse dor de cabeça, dei uma dose de Maxalgina. A cabecinha tava quente e ela cochilava, gemendo. Depois de mais de 30min, adormeceu. Me deitei com ela. Estava exausta! 15 min depois, ela acorda aos berros. Tentei de tudo: balancei, cantei, dei peito, fui pra rede, pra cama, liguei ventilador, t-u-d-o! Mainha tentou pegar ela, mas ela gritava e clamava por mim. Me apertava, num abraço forte... Começou a morder as mãos compulsivamente e deduzi que fosse os dentes querendo rasgar, afinal na gengiva tinha alguns "catombos" dos dentes que estavam pra nascer. Eu estava sem o Nenê Dente, que não faz lá seus efeitos, mas ameniza a dor por alguns segundos. Até que titio Max foi na farmácia comprar. Ao chegar, coloquei imadiatamente e Kamille parece ter se acalmado um pouco, até que não deu nem pra respirar e começa tudo de novo. Dessa vez parece que bem pior: esperneava, gritava, se jogava pra trás... e dizia: "Não, mãe!". Na hora não tinha nem como achar lindo ela dizendo 2 palavras ao mesmo tempo. Eu já tava desesperada, com os braços dando cãimbra de dor. Minha mãe também já não sabia mais o que fazer. Minha mãe quis esquentar uma lãzinha de óleo pra colocar no ouvido, pois poderia ser dor, mas não deixei. Eu disse a ela que aquilo não se usava mais, que havia outros métodos de se combater dor de ouvidos, mas quais? Nem eu sabia. E assim já se passava quase 2hs de choro e aperreio. 


Com a ajuda de um ferro de passar roupa, amornei uma fralda, coloquei no meu ombro e baixei a cabeça dela (Kamille). Ela, aos poucos foi se acalmando e deu uma cochilada. Meus braços estavam a ponto de cair, por não aguentar mais o peso dela. Mudei-a de braço. Mas pra quê? Ela acordou e começou tudo de novo. Altamente exausta, liguei para Alan, que veio imediatamente, e ao chegar, ainda encontrou Kamille aos berros. Fomos direto ao hospital da Clipsi, rezando para que dessa vez encontrássemos pediatra d plantão e uma fila pequena. Deus escutou nossas preces e havia apenas 4 crianças na frente de Kamille, que chorou até chegar a sua vez de ser atendida.


Assim que começou a examiná-la a médica (Laila) logo descobriu que se tratava de Otite no ouvido esquerdo e Amigdalite, ou seja, infecção no ouvido e na garganta. Receitou 2,5ml de Velamox (Amoxicilina) de 8/8hs. Saímos de lá e fomos direto à farmácia, e de tanto chorar, Kamile adormeceu. Chegamos em casa e logo dei compressa co ouvido que havia a inflamação, mas à meia-noite (10min após eu me deitar), ela corda aos berros. Dei o antibiótico, balancei e logo voltou a dormir. Mas foi a noite toda acordando de meia em meia hora.


Na terça amanheceu bem melhor e mais feliz. Ainda abusadinha, mas sem febre. Provavelmente o ovido a garganta ainda doendo, mas sem se comparar à noite anterior. O dia, comparado aos outros, foi tranquilo. Ainda sem dormir direito, mas tentando tirar o atrasado. 


Hoje, quarta-feira, dia 07 de Março, ela está bem melhor, mas um resfriado parece querer tomar conta dela. Está espirrando e sempre que o faz solta o jato de secreção. Amanhã ligarei para a pediatra para saber se posso administrar o antialérgico. Segundo minha mãe, é o antibiótico expulsando toda a doença.


As aulas de Alan começaram na segunda e todas as noites venho para a casa da minha mãe. Aqui tenho um pouco mais de sossego. Queria mesmo era dormir uma noite inteirinha. Tô necessitada disso. Precisando de um banho de meia hora, de ficar de pernas pro ar. Precisando recarregar as energias... que está faltando.


Mas minha princesa estando bem... tudo ficará bem.

Um comentário:

  1. Logo o mais ela ficara bem Mona!!! Estou aqui torcendo! O Benício desde quarta-feira de cinzas estava doentinho...era só melhorar que depois tinha uma recaída, por conta do nariz. Terça recebeu o diagnóstico de infecção no ouvido, está pingando um remedinho duas vezes ao dia. Agora está quase novinho em folha!!! E assim a Kamille também irá ficar, sem otite, sem amidalite! beijos em vcs!

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Eu e Kamille vamos adorar seu recadinho!!