Vamos de acordo com o acontecimento dos fatos, ou seja, primeiro a tristeza.
Seria tão bom se tivesse sido uma mera tristeza, mas junto com ela veio o susto, o nervosismo, o medo, a raiva... a angústia da injustiça!! Sentimentos orríveis, situação que não desejo que ninguém passe, jamais!!
No último domingo, dia 03 de julho, mais ou menos às 5h da matina, meu irmão saía do Parque do Povo quando, segundo ele, uma pessoa pediu que passasse o celular (um assalto!) e foi logo aplicando-lhe um golpe na nuca (até hoje não se sabe se fo garrafada ou facada). Segundo ele não sentiu dor nem nada, apenas o sanqgue quente espirrando nas costas. Conseguiu andar até a saída da festa até que um carroda políca parou ao seu lado e os policiais lhe acudiram e o levaram para o hospital mais próximo, a Clipsi. Lá, apenas enfaixaram sua cabeça e o mandaram para o Hospital de Trauma.
No Hospital de Trauma, tentaram estancar o sangramento, que era grande. Segundo quem viu, parecia uma mangueira jorrando água. Me marido,a o chegar ao hospital onde ele estava, tentou transferí-lo para um particular, mas foi em vão, O médico estava em uma cirurgia e só quando saísse que podria liberá-lo. Depois de muitos transtornos, o cunhado do meu marido conseguiu pedir a transferência, pois segundo a enfermeira do próprio hospital, se ele demorasse mais um pouco lá, ele morreria, por estar colocando bastante sangue.
Isso foi constatado ao chegar no Hospital Antônio Targino, quando o médico fez uma tomografia e acusou o começo de um traumatismo craniano. Um dos ferimentos havia rompido uma veia na nuca e por isso tanto sangue. Resumindo: meu irmão hoje está vivo por obra e milagre de Deus e nada mais! Levou ponto nos ferimentos, tomou bolsas de sangue, remédios, vitaminas e agora está bem, e em casa. Teve alta hoje de manhã e ficamos mais do que felizes com sua volta. Foi como quando voltei par casa com Kamille nos braços... emocionante!!
Em contradição a toda essa angústia, na segunda feira, dia 04 de julho, era o dia em que estava marcado para a apresentação da minha monografia. Esta bendita que passei meses e meses estudando, noites e mais noites em claro no objetivo de vê-la pronta. Pensei em desistir da minha graduação (só faltava essa bendita monografia) no momento, e depois fazer outro vestbular e reaproveitar as disciplinas pagas... passei tantos desesperos por causa dessa monografia...
Só que Deus me deu forças e semana passada entreguei a versão final e impressa para meu orientador e para a examinadora. Fiz os slides no sábado, até que no domingo aconteceu toda a agonia citada acima. Fiquei louca, desesperada da vida... Pensei em pedir ao meu orientador para adiar para a terça-feira, mas meu marido disse: Peça não. Você já está com tudo pronto e é capaz de superar essa dor. Tente!
E feliz de mim que escutei ele. Eu não disse nada a meu orientador sobre o ocorrido com meu irmão e fui com força e fé. Fiquei calmíssima, não estava me reconhecendo. Apresentei a monografia! A arguidora elogiou meu trabalho, explanou suas considerações, deu suas contribuições, falou da possibilidade de abrangência no mestrado, e no final, não acreditei (e ainda estou sem acreditar) a nota que recebi: 10,0. Isso mesmo, DEZ!! Que felicidade... apesar das tristezas do dia anterior.
Feliz demais...
Corremos para o hospital contar a novidade para meu irmão e minha mãe que queriam tanto estar ao meu lado nesse momento. Sei que não deu, mas pude levar essa felicidade à eles.
Obrigada, Senhor!!
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Meus amores me prestigiando num dia tão especial! |
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